Homeopatia

Marcelo Guerra

A Homeopatia, concebida há mais de 200 anos por Samuel Hahnemann, médico alemão, é uma prática médica que integra a abordagem da doença com a abordagem da PESSOA que sofre a doença, e através desta integração torna-se claro a tratamento a ser escolhido. Pelo reconhecimento de que existe uma força vital que anima o corpo físico, Hahnemann viu que as doenças são expressões do desequilíbrio desta força vital sob o efeito do agente causador de doença (seja ele qual for: microorganismos, efeitos ambientais, sobrecarga de trabalho, acidentes, etc). Assim, a Homeopatia busca corrigir este desequilíbrio causador dos diferentes quadros de doenças, através de um estímulo específico. Portanto, a Homeopatia tem um caráter curativo e preventivo, e um não pode caminhar sem o outro.

Um medicamento age tanto naquele que goza de boa saúde quanto no doente, e através da observação dos efeitos de um medicamento sobre experimentadores sadios que percebem-se os sintomas que uma pessoa doente pode ter curados através deste medicamento. Esta é a Lei dos Semelhantes, que Hipócrates, o pai da Medicina, já havia proposto na Grécia antes de Cristo.

Os medicamentos homeopáticos são preparados segundo uma Farmacologia própria, em que as substâncias passam por diluições e agitações sucessivas, para que se desprenda das substâncias originais a Força Vital correspondente que vai atuar no desequilíbrio da Força Vital do doente, restaurando-lhe a saúde.

O indiscutível êxito da Homeopatia durante as epidemias de cólera na Europa no século XIX, de gripe espanhola em 1918 e na prevenção de meningite meningocócica no interior de SP em 1975, mostrou à opinião pública a excelência de seus resultados práticos, e são estes resultados obtidos por inúmeros pacientes que cada vez mais popularizam a Homeopatia onde ela é praticada, a despeito da oposição renhida e ferrenha que alguns alopatas ainda hoje dedicam a esta arte e ciência terapêutica.